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Resenha: O Lar das Crianças Peculiares
 
Desde que soube do seu lançamento, fiquei esperando ansiosamente por setembro, afinal era um filme do meu diretor favorito, Tim Burton, além de que, não posso negar que sou fã do Asa Butterfield desde que o vi no O menino do pijama listrado. Então fiquei bastante curiosa para saber como seria essa parceria e posso dizer que gostei bastante dessa produção.

Nome: O Lar das Crianças Peculiares
Diretor: Tim Burton
País: EUA, Bélgica, Reino Unido
Ano: 2016
Duração: 2h03min
Gênero: Fantasia e Aventura.
Nota: 9,0
Sinopse: Após a estranha morte de seu avô (Terence Stamp), o jovem Jake (Asa Butterfield) parte com seu pai para o País de Gales. Lá ele pretende encontrar a srta. Peregrine (Eva Green), atendendo ao último pedido do avô, que lhe disse que “ela contará tudo”. Só que, ao chegar, descobre que o local onde ela viveria é uma mansão em ruínas, que foi atingida por um míssil durante a Segunda Guerra Mundial. Ao investigar a área, Jake descobre que lá há uma fenda temporal, onde a srta. Peregrine vive e protege várias crianças dotadas de poderes especiais. Retirada do Adorocinema.

 
 
 
 
 
Quem é fã de Tim Burton sabe que O Lar das Crianças Peculiares tem suas principais características como Diretor, o ar sombrio, a fantasia e uma historia um tanto “peculiar”. O filme possui um começo intrigante, principalmente se você não leu o livro como eu,  além disso a historia flui da maneira certa. Para quem me conhece, sabe o quanto gosto de tudo de época e adivinhem? O Orfanato se encontra em uma fenda temporal dos anos 30 e toda aquele ar do passado, como figurino e cenário, me conquistaram.
 
Um detalhe que achei interessante era que quando Jake estava em 2016 com sua vida atual, o cenário era cinza e um tanto quanto melancólico, mas a partir do momento em que vai ao Orfanato, o verde toma conta do cenário, como se aquele lugar fosse melhor para o personagem. Além disso, gostei também dos efeitos especiais e da atuação do elenco. Porém, sempre existe algo que não gostamos em um filme e nesse caso, foi eles terem forçado a barra com um romance desnecessário, não havia motivo algum para ser ter um casal, acho que se fosse fazer algo no estilo, deveria ter trabalhado melhor essa parte e assim não teria ficado sem sentido como ficou.
 
Para Jake, seu avô era um verdadeiro herói, a noite lhe contava histórias incríveis sobre monstros e um orfanato cheio de crianças especiais. Durante muito tempo, ele acreditou nessas historias, mas devido as pessoas em seu redor, ele acabou por desacreditar. Agora mais velho, é um adolescente comum e com poucos amigos, enquanto ia visitar o seu avô, acabou por encontra-lo caído no chão sem os olhos. Prestes a morrer, pede ao neto que vá até a Senhorita Peregrine das suas histórias, pois ela lhe irá contar tudo. Depois do acontecimento Jake vai para uma psicologa que lhe aconselha a embarcar nessa viagem, logo viaja junto ao seu pai para o País de Gales e lá descobre que o orfanato está em ruínas. Enquanto caminha em meio aos destroços, as crianças das historias de seu avô aparecem e lhe guiam para o verdadeiro Orfanato.
Identifiquei-me com Jake, principalmente na sua maneira de tentar puxar assunto, pois convenhamos que também sou um desastres nisso. Os seus pais eram desleixados, logo sua única fonte de carinho era o avô, que era uma verdadeira inspiração para o garoto. Ele era introvertido e deu para ver como sua personalidade mudou ao chegar no Orfanato, pois as pessoas (nem todas) lhe tratavam bem e vamos concordar que é impossível você ser excluído em um lugar cheio de gente diferente.  No começo, não sabia que também fazia parte do grupo peculiar e para não soltar nenhum spoiler, não irei contar sua peculiaridade. Por enquanto, tenho um sentimento indefinido sobre o personagem e espero que a continuação resolva essa indecisão.
 

Senhorita Peregrine, foi uma personagem bem excêntrica, sempre estava com um relógio na mão e tornando tudo pontual. Sua peculiaridade era se transformar em um pássaro, além de conseguir criar fendas temporais. Por conta do seu poder, ela e as outras da mesma especies são perseguidas por outros Peculiares que procuram a imortalidade.

Emma Bloom era apaixonada pelo avô de Jake no passado, mas ele resolveu seguir sua vida, enquanto ela não pôde envelhecer por conta da fenda. Sua peculiaridade é ser mais leve que o ar, por isso precisa calçar sapatos de chumbo, além disso ela pode manipular o ar e criar bolhas na água. Essa personagem foi a que mais teve características do Tim Burton, como os olhos grandes e as olheiras,  lembrando bem, suas outras produções. Quando conhece Jake, ela começa a gostar dele, o problema é que não sabemos se ela realmente gosta dele ou estar com ele por ser neto de quem  já amou.

As crianças do orfanatos possuíam peculiaridades distintas, mas acredito que não foram bem aproveitadas na história, ao ponto de não temos conhecido mais a respeito delas, além é claro de seus poderes. Vou tentar falar de cada um. Enoch O’Connor consegue trazer mortos ou objetos a vida, colocando um coração neles, no começo ele não gostava do Jake, por isso queria que ele fosse embora. Olive é a melhor amiga de Enoch O’Connor e ela tem que usar luvas, pois tudo que toca pega fogo. Millard Nullings é um garoto invisível. Bronwyn Bruntley uma garota fofa e que também é muito forte. Fiona, pode controlar plantas e fazer-las crescerem. Hugh um garoto com abelhas no estomago. Claire uma garotinha que tem uma boca extra detrás da cabeça. Horace é um jovem elegante que adora roupas, ele pode projetar os seus sonhos, que muitas vezes, são profecias. Por ultimo e não menos importante, dois gêmeos que andam mascarados (Depois vocês iram descobrir a peculiaridade deles) .

 
Os vilões da historia são os Wights e Hollows, peculiares que queria a imortalidade, mas que acabaram se tornando monstros e para voltarem a sua forma humana devem comer olhos de outros peculiares, principalmente crianças. O líder deles é Mr Barron, um cientista, que inventou o experimento que fracassou, não querendo dar o braço a torcer, quer tentar novamente e para isso sequestra as donas dos orfanatos.
 
Conclusão
 

Se você é fã de Tim Burton, não pode deixar de conferir essa produção, por mais que seja uma adaptação, ainda sim, tem todos os toques dele. A historia em si é interessante e me senti envolvida nela, no entanto, seria legal se os personagens secundário fossem melhor aproveitados. Além disso, os efeitos especiais foram bem feitos e os Hollows eram de dar medo, além de  poder sentir toda a fantasia do roteiro. E como havia dito antes, achei desnecessário o romance ou então que fosse melhor desenvolvido, pois ficou meio sem sentido na trama. Por fim, é um bom filme para assistir na hora vaga, fiquei até curiosa para ler o livro.

 
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19 anos com carinha de 15 e ossos de 80. Vivo me aventurando em historias fantasísticas, na qual uma hora sou uma tributo na outra sou uma mochileira das galaxias. Estudante de Artes Visuais, amo desenhar e escrever, meu sonho de princesa é ser quadrinista ou trabalhar na Pixar. No blog, compartilho minhas paixões por livros, filmes e doramas. O Meio Assimétrica, está repleto de surtos e desabafos sobre meu cotidiano... Convido você a conhecer mais sobre esse cantinho, então se aconchegue ai.

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