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Resenha: Hush – A Morte Ouve

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Faz muito tempo que uma amiga tinha me indicado esse filme, mas somente agora que consegui conferi e posso dizer que gostei do filme. A historia é diferente e consegue nos deixar aflitos com os acontecimentos. Vou tentar colocar na resenha tudo que o filme conseguiu me passar.

Nome: Hush: A Morte Ouve
Diretor: Mike Flanagan.
País: EUA
Ano: 2016
Duração: 1h27min
Gênero: Suspense e Terror.
Sinopse: A autora Maddie Toung (Kate Siegel) vive uma vida isolada desde que perdeu sua audição quando era adolescente, se colando em um mundo de total silêncio.Porém, quando um rosto mascarado de um assassino psicótico aparece em sua janela, Maddie precisa ir além dos seus limites físicos e mentais para conseguir sobreviver.

 
Historias desse estilo tem várias, mas quantas dessas os únicos gritos que escultamos é o do assassino? Como dar para perceber, o roteiro conseguiu inovar ao colocar uma mocinha surda e muda, além de mostrar quem nem por causa de suas desvantagens se deve deixar de lutar pela vida. O desenvolvimento da trama é bem envolvente e angustiante, confesso que as vezes fechava os olhos de tão aflita que estava em certos pontos.
 
Embora o filme tenha sido feito de forma simples, ainda sim, conseguiu ter força o bastante para prender atenção até o fim. Além disso, conseguiu fugir do previsível, tendo desfechos inesperáveis, principalmente no seu fim. Atuação da principal foi o ponto alto da trama, ela conseguiu passar todos os sentimentos para a gente, além disso sua personagem foi inteligente, claro teve seus momentos de burrice, mas conseguiu enfrentar com esperteza e garra a situação.
 
Maddie Toung é escritora que perdeu a audição e a voz quando era adolescente. Ela mora sozinha em uma região isolada e aproveita a tranquilidade para poder escrever seus livros. Sua “vizinha” é sua melhor amiga que lhe visita as vezes, em uma de suas visitas, ela é atacada por um serial killer e a procura de socorro corre até a casa de Maddie Toung, mas acaba morrendo na porta da residencia. Por não conseguir escutar, a escritora não ouviu os gritos de socorro de sua amiga e nem pôde perceber quando o assassino passou a ter-la como alvo.
 
A principal não percebe quando o assassino entra em sua casa, mas sua sorte é que em vez dele entrar em ação, resolveu fazer um joguinho psicológico com ela. Usando o celular da sua primeira vítima, ele envia fotos da escritora andando pela casa. Aflita ela olha para os cantos até que no lado de fora ela ver um homem de mascara com o celular em mãos. Sem pensar ela corre e fecha as portas e as janelas, o assassino então, diz que pode entrar a hora que quiser, porém prefere esperar até os nervos dela acabarem.
Presa em sua casa, sem luz ou qualquer maneira de se comunicar com os outros ( Ele rouba o celular dela também). O filme trás toda aquela tensão e sensação de beco sem saída, no importa para em qual perspectiva olhamos, sempre iremos pensar que o pior estar por vim. Não sei se você pensaram por esse angulo, mas quem já teve um pesadelo daqueles em que por mais que grite a voz não sai? No filme, quando a personagem estava sentido dor e tava no auge da angústia, ela gritava, mas nenhuma voz saia. essa sensação de pesadelo foi bem explorada na trama.
 
Maddie foi forte e nunca desistiu de lutar, adorei isso nela, poderia até morrer, mas morreria lutando. Embora suas tentativas de fuga dessem erradas, continuava tentando e aproveitando cada resquício de chance que tinha. Mesmo que a situação não seja nem um pingo favorável para manter a calma, conseguiu parar e pensar em um plano para conseguir sobreviver.
 
O assassino era frio e seu joguinho psicológico me lembrou a um vampiro, afinal tanto o vampiro quanto ele só podem entrar se forem convidados. Achei ele um pouco burro para um psicopata, vamos dizer que alguns momentos ele foi quase que humilhado pela sua vítima. Ainda sim, isso não desfavoreceu a história, claro que se esse personagem fosse melhor construído, poderia ter um clima melhor e até maior tensão na trama.
Conclusão
 
O roteiro soube desenvolver de forma original uma temática comum em filmes de suspenses. Além disso, souberam fazer algo simples e que ao mesmo tempo consegue prender a nossa atenção. Embora tenha tido alguns errinhos no roteiro, são uma minoria comparado com os acertos. É um filme que recomendo para quem gosta de suspense, ele lembra um pouco “Quando o estranha chama” e ambos são bem satisfatório.
Onde ver
 
Netflix
 
 
 

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Ana Letícia

18 anos de pura confusão e sedentarismo. Amo assistir filmes e sofrer por Doramas. Nas horas vagas adora ler e conferir uma serie nova na Netflix.

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