Resenha: Circle

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Estou passando por um bloqueio criativo daqueles, logo por mais que eu tenha o que postar, não consigo escrever, por isso que o blog perdeu a frequência de postagens, mas acho que esses três dias serviram para dar uma descansada e quem sabe voltar com tudo? Enfim, enquanto estava passando por esse probleminha, decidi assisti um filme, lembrei então que tinha lido uma resenha elogiando Circle e foi com ele que passei a tarde de ontem. Para ser sincera, o filme tem uma boa historia, mas por mais que tente gostar do final…

Título: Circle
Diretores: Aaron Hann e Mario Miscione
Ano: 2015
País: EUA
Duração: 86min
Gênero: Suspense e Drama
Nota: 7,5
Sinopse: 50 estranhos acordam e se veem presos numa misteriosa e enorme câmara, sem nenhuma lembrança
de como chegaram lá. Organizados em um grande círculo e incapaz de se moverem, eles rapidamente descobrem que a cada dois minutos um deles deve morrer, executado por um estranho aparelho no centro da sala. A princípio, os ataques parecem aleatórios, mas logo os estranhos perceber que, como um grupo, têm o poder de decidir quem será o próximo a ser morto. Mas como eles escolhem quem merece morrer? E o que acontecerá quando restar apenas uma pessoa?

 

O filme se passa em apenas um cenário e os personagens não podem se mexer, logo Circle foi capaz de prender a atenção apenas com seus diálogos que poem questões sociais em pauta. Gosto de historias de sobrevivência, pois nelas podemos ver  a verdadeira natureza do homem quando sua vida estar em risco e nesse enredo não é diferente, pois haviam pessoas que procuravam qualquer defeito no próximo para escapar da berlinda, assim como existia outros que se sacrificavam afim de ganhar tempo para os outros resolveram o enigma. Além disso, ele segue aquela linha “Pouco é mais” e essa simplicidade o tornou interessante.

Devido a sua diversidade em personagens, Circle trás discussões sobre temas persistentes como racismo, homofobia, xenofobia, entre outros preconceitos do nosso cotidiano, desse modo, o roteiro não teve medo de expor o lado obscuro da nossa sociedade. No entanto, fiquei bastante frustada com o seu término e por mais que eu tentei reconsiderar sobre o final, não consigo, já li algumas teorias sobre o desfecho da história, mas eu tenho problemas com finais em aberto, pois pelo menos para mim, sempre fica aquela sensação de alguma coisa faltando.

Como no filme não tem personagem principal, qualquer pessoa entre as 50 poderia sair viva no final e isso foi muito legal, pois qualquer um poderia morrer, fazendo com que o final fosse inesperado. Certo que em meio a tantas pessoas, existiam os que se destacavam mais e aqueles que acabávamos  por torcer. A historia não tem um começo especifico, as pessoas já estão lá e não tem ninguém para explicar o que estar acontecendo ou como funcionava a escolha de quem iria morrer.

Até que chegassem em uma conclusão de que é por meio de votação, algumas pessoas são mortas aleatoriamente. O modo em que eles vão votando foi mudando de acordo que o tempo foi passando e os personagens foram se conhecendo melhor, logo era preciso ter a simpatia dos outros ou lábia o bastante para tirar a corda do pescoço e colocar-la no seu vizinho.

Cada personagem representa um grupo social e foi a primeira vez que vi tanta variedade em um só filme e foi bastante interessante ver-los discutir sobre quem deveria viver. Além disso, na medida que a historia segue, as pessoas no circulo, acabam formando alianças para se manterem a salvo até que resolvam o mistério, logo quando dei por mim, a sala estava dividida em duas. Os dois alvos principais de um dos lados, era uma criança e uma mulher grávida, já o outro lado buscava proteger-las.

O fato de ter uma menina e uma gravida, me fez pensar, “Será que teria coragem de matar-las para viver?” e seria até uma baita de uma hipocrisia se dissesse agora que Não, pois não sei se meu instinto de sobrevivência falaria mais alto, desse modo não posso dar uma resposta sincera até que esse dia chegue (Espero que nunca), logo não consigo julgar o grupo que optou por ter-las como alvo principal, como também todos ali, pois convenhamos todo mundo queria viver, certo que tinha uns que pelo amor de Deus, que pessoas de mente fechada e preconceituosas, dava até um alivio quando eles morriam.

Conclusão
 
 

Circle é um filme que se sustenta a base de seu bom dialogo, por isso não espere grandes acontecimentos, pois o especial no roteiro é sua simplicidade. Recomendo-o para quem gostar desse estilo de historia, pois ele conhece abordar de uma forma diferente a temática de sobrevivência, além de não ter um principal, o que nos deixa livres para escolher o nosso favorito. Porém, não aconselho a pessoas que não gostam de filmes minimalistas ou de finais em aberto, pois como havia dito, Circle dar aquela sensação de sem final, embora tenha uma explicação para isso, pois um circulo não tem começo e nem fim, por isso que da mesma forma que não temos um começo, também não temos um final explicadinho.

 
Onde ver
 
Netflix
 
 

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