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Resenha: Hyung

É com tremada empolgação que faço a resenha de um dos filmes mais esperado por mim,  já estava feito louca procurando em vários fansub até que finalmente consegui encontrar uma alma caridosa que o legendou.  Assisti Hyung apenas para dar boas risadas, mas acabei por me emocionar com esse filme tão bonito e ao mesmo tempo divertido.

 

Nome: Hyung/ My Annoying Bother
Diretor: Kwon Soo Kyung
País: Coreia do Sul
Ano: 2016
Duração: 1h50min
Gênero: Comédia, Esporte e Drama.
Sinopse: Dooshik recebe um ano de liberdade condicional sob o pretexto de cuidar de Dooyoung, que tornou-se cego em uma manhã. Seu irmão mais velho sem-vergonha, com quem completamente cortou contato por quinze anos, é a última pessoa que Dooyoung pensa como um tutor e seu retorno para casa só criará uma confusão maior nas coisas.

Hyung trás de uma forma humorada a reconstrução do vinculo entre irmãos e a superação de obstáculos. A historia começa de uma maneira acelerada e vai perdendo velocidade até chegar em um desenvolvimento lento, o que não afetou de maneira nenhuma o enredo, pois desse jeito conseguimos conhecer melhor os irmãos e ver como o sentimento de amizade cresce entre eles. Mesmo estando acostumada com o drama em produções coreanas, ainda assim, fui pega de surpresa pelo desfecho de Hyung,  terminei o filme com aquele nó na garganta e com aquela lição para guardar.
A narrativa foi simples, sem muitos personagens que ganharam destaque, acredito que por essa simplicidade que gostei tanto da historia. Além disso, os personagens são cativantes e não digo isso, apenas porque sou fã do elenco, mas porque cada um tinha seu carisma. Porém tenho dever de dizer, que embora tenha adorado o filme, pelo fato de ter um desenvolvimento lento não me senti tão envolvida com a trama em alguns momentos e por esse motivo Hyung pode não ser tão especial para outros como foi para mim. O final foi simplesmente lindo e emocionante, valeu cada minuto de filme.
 

Dooshik é um vigarista que usa da imagem de bonzinho arrependido para conseguir a simpatia dos policiais. Ao descobri que seu irmão mais novo perdeu a visão, aproveita a oportunidade para pedir liberdade condicional com o pretexto de que irá cuidar de seu irmãozinho. Porém a realidade é bem diferente, ao chegar em casa pouco se importa com a situação dele, além de tentar conseguir ganhar por cima dos benefícios de deficientes. Como nem tudo são flores, logo Dooshik quebra a cara ao descobri que precisa no minimo manter as aparências de cuidador para  continuar livres.

Esse com certeza foi um dos meus favoritos. No começo senti uma certa raiva pela maneira como ele era desleixado em relação ao irmão, mas tenho que confessar que sua cara de pau me conquistou aos poucos. Na medida que vai convivendo com Dooyoung e percebendo que a sua ausência tinha prejudicado a família, ele cai na real e ver que precisa mudar. Além disso, acontece uma reviravolta que faz com que aprenda a dar valor aos momentos com o irmão. Esse personagem foi bem engraçado, principalmente quando tenta dar uma de santinho, fora que a maneira que se portava como responsável….
Dooyoung é um jovem atleta de judô que em meio a uma competição perdeu a visão.  Não conseguindo se adaptar a sua nova realidade, desistiu do esporte e se manteve solitário dentro de casa. Guarda rancor do seu irmão mais velho, pois Dooshik havia saído de casa sem dar noticias, o que deixou a família sempre a sua espera, por isso de todas as pessoas possíveis, ele não esperava reencontra-lo e ainda mais como tutor.
A cada papel de KyungSoo me surpreendo mais com sua naturalidade em atuar. Dooyoung era reservado no começo, pois ainda tinha aquele preconceito com sua nova deficiente, era como se ele recusasse a ser cego, além disso não queria ajuda de ninguém, apenas desejava ficar sozinho em casa e esquecido do resto do mundo. Com a vinda indesejada do irmão, aos poucos com a convivência um pouco turbulenta, ele passa aceitar a vida e começa a se adaptando melhor sua realidade, além de participar das Paraolimpíadas do Brasil, sim nosso país participou do filme (rsrs)

Personagens Secundários

 

Embora houvessem poucos personagens secundários, eles foram bem trabalhado na historia e tinham um papel importante na trama. Primeiro temos a personagem de Park Shin Hye,  Lee Soo Hyun, era treinadora de Dooyoung e quando o rapaz perdeu a visão tentava dar o apoio, além de tentar convence-lo a voltar para o esporte como atleta Paraolímpico. Além dela temos Dae Chang um trambiqueiro que tinha certa desavença com Dooshik, mas os dois acabaram virando amigos e tenho que concordar que essa duplinha rendeu boas risadas.

Falar de Hyung e não falar sobre a amizade dos dois é quase que imperdoável. Como havia dito, existia uma magoa que separava os dois e a medida que vão tentando se entender, aquele vinculo entre irmãos é restaurado. Gostei do desenvolvimento da amizade entre os dois, pois são personalidades totalmente diferentes, mas um necessitava do outro para encontrar o seu melhor.

Conclusão

Hyung é um filme para ver junto com seu irmão, dar umas boas risadas e se emocionar com o desfecho simples e bonito. A historia segue em um ritmo lento e de uma forma que possamos conhecer melhor os personagens que são cativantes, além disso os poucos personagens secundários são bem aproveitados, tendo um papel significativo na trama. Enfim, é um filme que você tem que dar uma conferida.

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19 anos com carinha de 15 e ossos de 80. Vivo me aventurando em historias fantasísticas, na qual uma hora sou uma tributo na outra sou uma mochileira das galaxias. Estudante de Artes Visuais, amo desenhar e escrever, meu sonho de princesa é ser quadrinista ou trabalhar na Pixar. No blog, compartilho minhas paixões por livros, filmes e doramas. O Meio Assimétrica, está repleto de surtos e desabafos sobre meu cotidiano... Convido você a conhecer mais sobre esse cantinho, então se aconchegue ai.

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1 Comment

Rebeca março 28, 2018 at 12:07 am

Bela resenha
Eu amei esse filme. O elenco é mesmo maravilhoso. Eu gosto da Shin Hye apesar da rixa de muitos com ela. Fiquei muito emocionada, principalmente no final. Não queria que aquilo acontecesse, mas me ensinou boas lições e deixou a relação deles ainda mais valiosa.

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