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Resenha: A Longa Marcha

Olá Girafinhas

 

Nunca tinha lido nada de Stephen King e sempre tive curiosidade para conhecer a obra desse autor tão famoso. Mesmo que não transpareça, essa blogueira aqui, é uma medrosa de carteirinha e por conta disso procurei o livro mais “leve”. E é com tamanha rapidez, que trago a Resenha de Longa Marcha, um livro que foi uma tremenda surpresa para mim. E agora Stephen King ganhou mais uma fã.

Nome: Longa Marcha
Autor: Stephen King
Editora: Sem editora (Alguém,,por favor?)
Ano:1979
Paginas: 244
Gênero: Suspense, Distopia, Horror
Sinopse:Em um país (Estados Unidos) controlado pelos militares, conhecemos um jogo anual muito popular chamado ‘A Longa Marcha’. Neste jogo cem garotos são selecionados para realizar uma caminhada atravessando o país. O vencedor terá um desejo realizado. Qualquer desejo. Os garotos não podem fazer nenhuma pausa durante o percurso, e devem manter uma velocidade média, sendo advertidos se andarem mais devagar que o permitido. Com três advertências, o participante é eliminado. Literalmente.

Comecei o livro por pura curiosidade, pois achei a ideia de escrever um livro sobre uma marcha uma coisa um tanto monótoma. Eis que acabei surpreendida, jamais imaginei que ficaria tão envolvida com a trama. A narrativa possuía uma linguagem simples e rica em detalhes. Os personagens foram bem construídos e a maneira como eles vão se transformando no desenrolar da história, foi algo realmente interessante de se ver. A Longa Marcha se trata de um terror psicológico, que faz com que você comece a se sentir dentro da narrativa e compartilhar dos sentimentos dos personagens. Assim como, mesmo sabendo que iria me machucar, passei a criar simpatia por eles e ficava torcendo para que conseguissem sair daquela situação.  O livro tem um toque bem realista, como se aquilo de fato estivesse acontecendo.

 

Garraty é um jovem que foi selecionado para participar da Longa Marcha, um evento que acontece todos os anos e que oferece ao vencedor tudo o que ele desejar. Por alguma razão ou por puro impulso, o rapaz resolvera continuar com a ideia. Porém, o que não sabia era que estava preste a presenciar um jogo cruel e desumano. Tudo o que lhe resta e continuar caminho, só assim poderá se manter com vida.

Para que você não fique perdido, irei explicar como funciona a tal Marcha. 100 jovens de todo o país são selecionados uma vez ao ano para participarem desse evento tão importante. No meio dessa caminha pela “honra”, os participantes devem manter uma velocidade minima e descansos são proibidos. Para uma pessoa sedentária como eu, esse fato é horripilante…Enfim, caso um dos rapazes esteja abaixo da velocidade minima ou tenha dado uma pausinha, receberá um aviso, são ao todo 3 avisos e em seguida uma multa. O que significa que o participante estar fora da Marcha, o que é a mesma coisa de ter a cabeça atravessada por uma bala de fuzil. Além disso, não há exerções, machucou o pé, caibra ou desmaios, nada é motivo para parar. É como se eles fossem tubarões, ou seja, parar de “nadar” significaria a sua morte.

Em meio a um jogo tão cruel ainda é possível haver requisito de humanidade. Logo no inicio do evento, Garraty faz amizade com um pequeno grupo de garotos, cada qual possui uma esperança de ganhar. Além de, não saberem o que estava por vim nas próximas horas. Nessa irmandade que fora formada, eles se ajudavam, seja se distraído com conversas paralelas, seja com apoio psicológico. Assim como, eles foram bem aprofundados na narrativa, pois em meio aos seus diálogos, podemos conhecer-los melhor e entender os motivos para que se inscrevesse em um jogo tão perigoso. Era triste, quando o grupo se reduzira, principalmente pela maneira como os competidores eram “eliminados”. Logo que, pela narrativa incrivelmente detalhada, era fácil imaginar as cenas em que os miolos eram estourados por fuzis.

Uma das coisas que mais gostei, foi a maneira como os personagens foram se transformando. Antes eram jovens cheios de vida e expectativas, já na medida em que se passara os dias, o cansaço e a pressão da possível morte, estavam sugando aos poucos as suas vidas. Alguns competidores chegaram a enlouquecer ou a se tornarem mortos-vivos que estavam caminhando por puro impulso.

Spoilers (Leia com sua conta em risco)

 

Não sou de colocar spoilers em resenhas, principalmente se este é sobre o final, mas achei tinha que compartilhar com alguém minhas teorias sobre o desfecho. Deveras, fiquei um tanto desapontada assim que terminei, mas a medida que comecei a analisar e tentar decifrar o que se passava na cabeça do autor, pude me conformar. Peço novamente, senão quiser saber como é o final do livro, pare agora. O desfecho em aberto, leva a várias direções, porém a que resolvi tomar, foi a de que, ninguém ganhou. Sim, isso mesmo! Na Longa Marcha, não há vencedores, todos perdem, por isso não conseguimos ver Garraty atravessar o final da linha, mesmo que esse tenha sido o único a restar, mesmo que tenha tecnicamente “ganhado”. Em uma competição tão cruel e desumana, o trauma carregado, as amizades perdidas, nada é esquecido.

Conclusão

 

Acho que o que já coloquei é o bastante para você entender que TEM que ler esse livro.

 

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19 anos com carinha de 15 e ossos de 80. Vivo me aventurando em historias fantasísticas, na qual uma hora sou uma tributo na outra sou uma mochileira das galaxias. Estudante de Artes Visuais, amo desenhar e escrever, meu sonho de princesa é ser quadrinista ou trabalhar na Pixar. No blog, compartilho minhas paixões por livros, filmes e doramas. O Meio Assimétrica, está repleto de surtos e desabafos sobre meu cotidiano... Convido você a conhecer mais sobre esse cantinho, então se aconchegue ai.

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3 Comments

Amanda maio 25, 2017 at 2:27 am

Olá! Eu não gosto muito do King, mas achei interessante que esse livro tem uma pegada um pouco diferente do costume dele, caindo mais para uma distopia. Aliás, me lembrou bastante Jogos Vorazes, rs. Não sei se é o tipo de livro que eu procuraria, mas agora eu já sei da indicação!

Ah, seu blog é a coisinha mais linda! Amei as girafinhas!!! <3 <3
Beijos!

Erika Monteiro maio 25, 2017 at 1:17 am

Oie, tudo bem? Que enredo mais incrível. Conforme fui lendo a sinopse fui ficando curiosa para saber o desenrolar da trama. Não me importo muito com spoiler na resenha, vejo mais como a maneira do blogueiro analisar o livro. Com certeza qualquer outra pessoa que ler vai ter uma opinião completamente diferente da sua, então spoilers não influenciam (pra mim né rs). Gostei muito da resenha e da indicação do livro. Beijos, Érika =^.^=

Adeiliane Pessoa maio 24, 2017 at 10:44 pm

Nossa confesso que agora ando tão ocupada que não tenho muito tempo pra ler um bom livro, gostei bastante da sua resenha, assim que eu tiver um tempo vou procurar esse livro e vou ler. Sucesso

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