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Resenha: Koe no Katachi / A Silent Voice

Olá Girafinhas, tudo bem?

Falta uma semana para minhas férias e já não vejo a hora de voltar com força total. Ontem assistir Koe no Katachi, um filme japonês com uma mensagem linda e ainda não me recuperei. É difícil ver uma produção abordar a temática do Bullying de uma maneira tão diferente, na qual o foco não é na vitima e sim no arrependimento do valentão.

Nome: Koe no Katachi/ A Silent Voice

Diretor: Naoko Yamada

Roteirista: Reiko Yoshida

Ano: 2016

País: Japão

Duração: 2h9min

Gênero: Escolar, Drama e Romance

Sinopse: Shouya é um bully, suas brincadeiras infantis são uma verdadeira tortura para sua colega de classe, Shouko, uma nova aluna surda. Conforme a coisa piora e todos ao seu redor parecem ignorar ou estimular as brincadeiras maldosas, Shouya passa dos limites, forçando Shouko a mudar de escola. Tendo sido considerado o culpado por tudo, agora é ele quem sofre torturas e Bullying, aprendendo na pele o seu erro. Agora, seis anos depois, o rapaz decide encarar de frente a menina que atormentou e tentar corrigir os erros do seu passado. Será que ele conseguirá sua redenção?

 

Fica até difícil saber por onde começar, são tantas coisas que gostaria de comentar sobre Koe no Karachi. Inicialmente, embora a temática Bullying seja bastante usada hoje em dia, Koe no Katachi conseguiu fugir ao feijão com arroz, apresentando um outro lado da moeda. A história tenta mostrar as cicatrizes que a intimidação deixa tanto na vítima quanto no valentão. Foi a primeira vez que vi uma história focar nos dois lados, geralmente não vemos a redenção do valentão. Além disso, o filme possui traços tão delicados que dava um outro tom para a temática. Assim como, tem um enredo tocante e personagens cativantes.

Shouya tinha uma vida normal, possuía amigos e se dava bem com seus colegas. Entretanto, com a chegada de uma aluna surda chamada Shouko, Shouya sente como se ela estivesse prejudicando a turma e passa a intimida-la.  As brincadeiras começam a passar do limite, até que Shouko é transferida de escola. Visto como o culpado, Shouya passa a sofrer na mesma medida e com isso reflete sobre seu erro. Anos mais tarde, o rapaz decide corrigir os seus erros e para isso reencontra Shouko.

O legal nessa produção é que coloca em prova, “será que as pessoas podem mudar?”. Shouya quando criança era um valentão, também era extrovertido e se dava bem com a “galera”. Em contra partido, depois que vive na pele o seu erro, se torna um jovem retraído e solitário. É interessante como no filme, não vemos o rosto dos demais colegas dele, isso porque, devido a intimidação que sofreu, não conseguia mais olhar para os rostos das pessoas. Bem como, Shouya passa a ouvir vozes maldosas na sua cabeça, o que o faz acreditar que são seu colegas falando.

Cansado, decide pagar as dividas do passado e por um fim na sua vida. No entanto, ao reencontrar Shouko e devolver o caderninho da garota, acaba perguntando se os dois poderiam se tornarem amigos. Para a sua surpresa a jovem aceita seu pedido de amizade, o que faz com que Shouya desista do suicídio.  Depois desse dia a vida do rapaz começa a mudar e posso dizer que gostei da forma como se seguiu  a sua redenção.

Agora focando na Shouko, uma personagem amorzinho. Quando criança foi parar na mesma escola de Shouya, por ela ter deficiência auditiva, tinha problemas para se socializar. Embora, se esforçasse para se enturmar, era excluída pelas outras garotas. Como também, era alvo de palavras maldosas, porém, o seu problema maior eram as brincadeiras do grupo do Shouya que acabavam passando do limite. Mesmo assim, Shouko tentava de alguma forma consegui a amizade dos seus colegas, inclusive do próprio valentão. No entanto, foi transferida antes que isso pudesse ter sido concretizado.

Shouko é uma personagem que nos dar vontade de proteger e dizer que tudo vai ficar bem. Mesmo passando por problemas, sempre mantinha um sorriso no rosto. Porém, por trás do seu sorriso, guardava uma cicatriz. Shouko, odiava a si mesmo, pois por causa de sua deficiência sentia como se isso prejudicassem as pessoas ao seu redor.

 

Conclusão

O final fez jus ao enredo simples e cativante, o que foi fechou de uma boa forma essa produção. Enfim, Koe no Katachi é um filme com aspectos delicados, mas que foca nas cicatrizes que o Bullying deixa nas pessoas. Assim como, trás a redenção de um ex valentão e como as pessoas podem mudar.

 

Nota


 

Comentários
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18 anos com carinha de 15 e ossos de 80. Vivo me aventurando em historias fantasísticas, na qual uma hora sou uma tributo na outra sou uma mochileira das galaxias. Estudante de Artes Visuais, amo desenhar e escrever, meu sonho de princesa é ser quadrinista ou trabalhar na Pixar. No blog, compartilho minhas paixões por livros, filmes e doramas. O Meio Assimétrica, está repleto de surtos e desabafos sobre meu cotidiano... Convido você a conhecer mais sobre esse cantinho, então se aconchegue ai.

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2 Comments

Cadu Pereira julho 24, 2017 at 1:40 pm

Fiquei interessado por esse anime!

Eu gosto das abordagens em assuntos como esse, afinal são situações totalmente diferentes quando comparamos com a nossa cultura. Há pontos similares, mas geralmente são situações bem mais complicadas.

Recentemente assisti Your Name, uma história completamente diferente, mas fica aí minha indicação.

🙂

    Ana Letícia julho 24, 2017 at 9:10 pm

    Olá Cadu. Espero que goste, o filme é bem emocionante e tem um toque marcante. Não assistir ainda Your Name, mas já estou pesquisando sobre ele.

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