Resenha: Battle Royale

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In Livro

Olá Girafinhas

 

Ultimante tem acontecimento muita coisa boa na minha vida, adoraria compartilhar com vocês, mas quero ter certeza dos acontecimentos antes disso, ok? Como já dar parar perceber pelos livros que resenho no blog, sou a Louca das Distopias e se tem uma que estava ansiosa para ler era Battle Royale. Primeiro que se trata de uma obra japonesa e queria ver algo que fugisse dos EUA, segundo que existem boatos que a Suzanne Collins deu uma lidinha antes de escrever Jogos Vorazes. Como também, adoro jogos de sobrevivência e a premissa de ter um jogo mais maduro e digamos mais cruel, foi uma coisa que quis conferi.

Nome: Battle Royale

Autor: Koushun Takami

Editora: Globo

Ano: 1999

Paginas:663

País: Japão

Gênero: Distopia, Suspense, Ação e Terror

Sinopse: Battle Royale é um thriller de alta octanagem sobre violência juvenil em um mundo distópico, além de ser um dos best-sellers japoneses e mais polêmico entre os romances. Como parte de um programa implacável pelo governo totalitário, os alunos do nono ano são levados para uma pequena ilha isolada e recebem um mapa, comida e várias armas. Forçados a usarem coleiras especiais, que explodem quando eles quebram uma regra, eles devem lutar entre si por três dias até que apenas um “vencedor” sobreviva. O jogo de eliminação se torna a principal atração televisiva de reality shows. Esse clássico japonês é uma alegoria potente do que significa ser jovem e sobreviver no mundo de hoje. O primeiro romance do jornalista Koushun Takami, tornou-se um filme ainda mais notório pelo diretor de 70 anos de idade, Kinji Fukusaku.

 

Battle Royale a primeira vista dar medo, afinal 663 paginas é um verdadeiro desafio. Não sei se era minha empolgação, mas as paginas foram passando voando. Nunca tinha devorado um livro tão rápido como foi com esse. Em uma tarde li quase 300 paginas e só parei obrigada pela vida social. Battle Royale teve uma narrativa diferenciada, foi a primeira vez que vi um livro focar em tantos personagens. Assim como descreveu até mesmo os últimos minutos de vida deles, demonstrando as sensações e os seus pensamentos finais.

 

Battle Royale é um jogo impiedoso, no qual adolescentes são obrigados a matarem uns aos outros, até que reste apenas um.  A desconfianças reina entre eles, afinal, será que conhecem bem seus colegas? Nenhum deles estava preparado para aquela situação, simplesmente foram jogados em uma ilha sem qualquer esperança de salvação. Aquela sensação de beco sem saída foi crescendo a medida que a narrativa ia se estendendo. Estava aflita tentando imaginar uma maneira de bular o sistema para que os principais saíssem vivos. Além disso, enquanto havia aqueles que queriam a “paz”, existiam outros que estavam dispostos a entrarem no jogo.

 

“Alguns segundos decorreram até Megumi perceber o que se passara. Ela viu a mão direita de Mitsuko. Abaixo de seu queixo, do lado esquerdo. E dessa mão, refletindo fortemente a luz da lanterna de bolso, estendia-se uma lâmina de leve curvatura no formato de uma banana. Uma foice. Do tipo usado para espigas de arroz. A extremidade dela penetrara na garganta de Megumi.”

 

A trama foca em todos os alunos, cada um tem sua historia contada no decorrer da narrativa. Claro que na trama temos o grupo principal, mas senti que o autor deu o devido destaque para todos. Não é de admirar que o livro seja tão grande, afinal podemos conhecer-los desde seus planos para sobreviver até o que aconteceu antes de serem obrigados a participarem do jogo. Alguns personagens eram carismáticos e mesmo sabendo que iria sofrer, acabei me apegando a eles. Para ser sincera, de todos, o Shuya (Principal) foi o que menos me apeguei, ironia, não?  Alem disso, Noriko foi uma personagem bem frágil e apagada, ou seja não dava para compara-la com as demais personagens femininas, pois havia aquelas fortes e inteligentes.

 

 

“Mesmo assim ele correu. Continuou em direção leste – Aí, rapaz, se liga, esse é um quadrante proibido! – e mudou de direção para o nordeste. Novo som de metralhadora atrás dele. Uma árvore fina à sua direita se estilhaçou em pequenos cavacos do tamanho de palitos de fósforo.”

 

Battle Royale  está recheado de ironia e criticas sociais. Além disso, é um jogo imprevisível repleto de reviravoltas. Imagine só, cada aluno recebe uma bolsa com suprimentos e uma arma diferente, ninguém sabe ao certo que tipo de arma o adversário recebeu. Elas podem variar entre uma metralhadora à um gafo. Assim como, nos deparamos com estrategias diferentes e situações inusitadas.

 

Os personagens que resolveram entrar no jogo, como Kazuo, era insensíveis e cruéis. Cheguei até a duvidar se Kazuo era humano de verdade, já que era quase um ser “imortal”. A narrativa tinha um toque jovial e embora tenha sido escrito em 1999 tinha um toque atual. O final teve uma reviravolta e infelizmente teve um desfecho em aberto. Como também, não foi esclarecido algumas coisas sobre o jogo em si ou o sistema do Japão, mas a narrativa foi tão prazerosa que não me apeguei a esse detalhe.

 

Conclusão

Battle Royale é um clássico da Distopia, caso você seja fã do gênero, não deixe de dar uma chance a essa obra. Uma narrativa de fácil leitura e repleta de detalhes. Além disso, possui elementos sarcástico e algumas críticas a sociedade. Com personagens cativantes e lutas bem elaboradas ( sangrentas), as 663 paginas passam voando.

 

Nota

 

 

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4 Comments

  • Reply
    Juliana
    julho 31, 2017 at 10:02 pm

    Acho que esse foi o primeiro livro maiorzinho que eu li e tava com receio de demorar muito, mas também passou voando pra mim! Apesar de não gostar muito de livros que tenham ação o tempo todo, não achei que nesse caso ficou cansativo. Acho que estava na medida certa.
    Foi uma história que gostei muito de conhecer, principalmente por ser um clássico da distopia e na época que eu li, estava bem na vibe desse gênero. Mas também tive uns problemas com o livro. O Shuya foi um deles hehe. E o fato do Kazuo ser quase “imortal” como você falou, também. Sei que é uma obra ficcional, mas as coisas que ele fazia eram demais pra mim.
    Também queria que tivessem explicado mais sobre a situação do país e não me convenci muito da utilidade desses jogos. Porque eles eram meio que secretos, então pra mim não fazia muito sentido. Em Jogos Vorazes, tudo é televisionado para amedrontar e entreter a população, então senti que faltou uma explicaçãozinha a mais nesse sentido.
    Mas mesmo assim, achei que valeu muito a leitura!

    Gostei muito da sua resenha 😀

    Beijos!

    • Reply
      Ana Letícia
      agosto 1, 2017 at 12:00 am

      Você disse tudo. Ainda não consegui entender a utilidade do jogo, por mais que tenha uma pequena explicação. No entanto, a leitura é tão envolvente e eletrizante que esse detalhes passaram quase despercebidos. ^-^

  • Reply
    Clayci
    julho 26, 2017 at 11:39 pm

    Oi Ana!
    Eu amo Distopias tbm!
    mas ainda não tive a oportunidade de ler essa obra.
    Vejo muitos elogios (eu não conhecia a história do jogo) e pretendo dar uma chance SIM

    • Reply
      Ana Letícia
      julho 31, 2017 at 11:59 pm

      Olá Clay, tudo bem? Se você gosta de Distopia vale muito a pena ler. Espero que goste e quero saber sua opinião depois. :3

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