Olá Girafinhas

Estava tão ocupada esses dias que nem anunciei que o Meio Assimétrica conseguiu fazer parceria com a autora Nina Spim e seu mais novo romance Rotas de Fuga. Antes de trazer a resenha do seu livro, resolvi fazer uma entrevista para que vocês conheçam um pouco mais sobre ela.  De antemão já posso garantir que Nina é um amorzinho de pessoa, foi bem atenciosa e simpática. (Adorei trabalhar contigo mulher ♥)

Rotas de Fuga 

 Seguir em frente é algo que Hollin ainda está descobrindo como fazer. De volta ao Brasil, depois de uma temporada na Inglaterra, ele precisa se adaptar à realidade de frequentar uma universidade, fazer amigos e conviver com a nova família de seu pai, assim como suavizar sentimentos inquietos de um passado ainda em aberto. Mesmo tão preso ao que o consome, reconhece emoções parecidas em Eleanor, uma colega que não revela muito ao mundo. Cada um com sua história a ser dividida, Hollin e Eleanor entendem que a morte e a vida podem ser aplicadas no amor, na confiança, na liberdade e na esperança.  Amazon: R$: 9,99

 

 

 

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1° Você sempre quis ser escritora? Qual foi sua maior motivação?

Quando criança, eu queria ser veterinária. Na adolescência, a partir dos 15 anos, percebi que gostava de escrever e me empenhava nas aulas de redação. Mas a real vontade de “querer ser escritora” só apareceu depois dos dezoito, porque percebi que era mesmo algo que gostava de fazer. Minha maior motivação foram os feedbacks da minha professora de redação, na época do ensino médio, e, depois, dos meus leitores de fanfics (quando comecei a publicar minhas histórias na internet).

 

2° Quando você decidiu que queria ser escritora, como foi a reação dos seus familiares? Eles encararam bem?

Isso nunca foi realmente anunciado. Mas, quando eles viram que eu passava muito tempo escrevendo (depois de ter pedido um notebook de aniversário aos 18 anos, ao invés de qualquer outra coisa), perceberam que eu tinha uma espécie de meta. Meu pai não me incentivava, achava que era perda de tempo, que eu deveria estar me dedicando ao vestibular e a uma vida “normal”. Mas minha mãe nunca se opôs.

 

3° Existe algum escritor (a) que você se inspira?

Na adolescência, eu gostava muito da Meg Cabot. Hoje, mais madura, tenho outras referências, em especial a Virginia Woolf, pois acredito que nossos estilos narrativos se parecem um pouco e porque a literatura dela é algo que, hoje em dia, eu não encontro com frequência – prosa poética e fluxos de consciência tendem a ser muito mal compreendidos pelo público nacional.

 

4° Quando surgiu a ideia de escrever Rotas de Fuga?

Meu personagem nasceu a partir de um texto que, inicialmente, era para ser postado no meu blog, mas gostei tanto dele que percebi que ele tinha potencial para ser algo bem maior do que imaginei.  Minha construção narrativa nunca parte de uma ideia, mas de um personagem, porque eu acredito que são os personagens que sustentam uma história, então, a ideia para o livro surgiu por causa do personagem.

 

5° Qual personagem de Rotas de Fuga você mais se identifica? Por quê?

Existe muito de mim no protagonista, porque meu objetivo com ele foi abordar a saúde mental, algo muito presente na minha vida. Mas todas as personagens carregam muito de mim. Depois do Hollin, eu me identifico muito com a Maria Luiza – a meia-irmã dele –, porque ela carrega uma poesia simbólica que existe muito em mim.

 

6° O que podemos esperar do enredo?

Eu posso dizer que essa história não pretende retratar a felicidade. Meu enredo não quer fugir da realidade, então, o leitor vai encontrar momentos muito humanos, de raiva, de tristeza, de angústia, mas também a outra face, a da esperança, da amizade, do poder das histórias compartilhadas.

 

7° Quais são seus “rituais” para começar a escrever uma história?

Com o passar do tempo, eu fui entendendo que quanto mais livre eu estiver me sentindo, melhor eu trabalho. Então, não acredito que tenho algum ritual. Eu sento e escrevo. Talvez seja um ritual? Hahahaha.

 

8° Já tem projetos futuros? Será que pode dar uma previa para a gente?

Tenho dois esboços encaminhados para dois novos romances, mas não tenho previsão de publicação, porque não quero me obrigar a escrever enquanto essas histórias não estiverem realmente precisando de mim. Posso adiantar que, assim como Rotas de fuga, são histórias que falam sobre saúde mental, sobre as coisas tristes e sobre o poder das relações humanas.

 

9° Até um certo tempo o cenário para escritores nacionais era bem complicado.Houve alguma mudança?

Acho que a “virada” do mercado editorial aconteceu a partir das plataformas digitais. Mas, se você investigar as vidas de autores nacionais (como, por exemplo, o Caio Fernando Abreu), você vai perceber que ser autor nunca foi realmente oficializado a partir de uma publicação impressa na forma clássica. Muitos autores se iniciaram publicando em jornais, em revistas e em folhetins. Hoje, a diferença é que existe um leque mais diversificado de plataformas de publicação.

 

10° Qual o seu conselho para aqueles que querem seguir esse caminho?

Escreva, mas sempre lembre que escrever também significa estudar, ler, ouvir e observar.

 

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18 anos de pura confusão e sedentarismo. Amo assistir filmes e sofrer por Doramas. Nas horas vagas adora ler e conferir uma serie nova na Netflix.

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