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  53. O que 2017 me deixou?
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  141. Zeide: A Travessia de um Judeu entre nações e gerações
Zeide: A Travessia de um Judeu entre nações e gerações

É 1° de Abril, mas essa resenha não é nenhuma mentira ( Riam por amizade, por favor!). Tinha comentado nesse post Minhas Próximas Leituras  um pouco sobre Zeide: A Travessia de um Judeu entre nações e gerações. Para quem não leu esse post, nele havia dito que achava a escrita de Zeide um tanto complicada. Para você ter um ideia cheguei a cogitar em desistir da leitura, porém, PORÉM… Continuei firme e fui surpreendida da melhor maneira possível. A escrita “complicada” de inicio, era proposital e a medida que a narrativa se desenvolvia ia ficando bem mais leve e de fácil compreensão.

Nome: Zeide: A Travessia de um Judeu entre nações e gerações

Autora: Caco Ciocler

Editora: Planeta

Ano: 2017

Paginas: 256

Gênero: Época, Romance e ficção.

Sinopse: Em 1921, na Alemanha, o jovem Sucher embarca num navio ancorado em Hamburgo rumo ao Brasil. Deixa para trás os pais e as irmãs, levando na bagagem algumas poucas peças de roupa, um tapete enrolado e as memórias dos campos de fumo da gelada Bessarábia.
Ao desembarcar na desconhecida cidade de Santos, “de céu pintado de laranja feito quadro encomendado” numa tórrida tarde de verão, ele se curva – sem saber se arrebatado pelo bafo quente que lhe afrontava as origens ou se por reverência à terra que lhe traria a mulher com a qual fincaria raízes definitivas no Brasil.
Desse encontro nascem os filhos Bóris e Jackson, que dão a Sucher uns tantos netos. É pelo olhar do mais novo de todos, da infância até a vida adulta, que se costura a narrativa não linear deste romance, que conduz o leitor por uma jornada de mais de sete décadas.
Em sua estreia como ficcionista, o ator e diretor Caco Ciocler faz um relato bem-humorado e emocionante sobre a trajetória de uma família judaica no Brasil, além de uma declaração de amor ao avô.

Zeide como o próprio autor descreveu “Tudo que está escrito nele é uma mentira, embora seja verdade”. Mesmo que esse livro seja a estreia de Caco Ciocler como ficcionista, conseguimos ver um pouco de verdade em cada relato. De fato não sabemos se a historia de sua família aconteceu daquele jeito, mas a maneira como o autor descreveu as lembranças  trás um ar de nostalgia que até a mentira mais boba ganha um ar realístico. Zeide não segue uma linha e devido a minha falta de atenção fiquei perdida no inicio. A historia transita entre as 3 gerações da família Ciocler e vai seguindo por memorias fragmentadas e importantes para a narrativa.

“Quando eles me viam, ficavam de pé e abriam os braços. Eu saía correndo e abraçava primeiro o zeide e depois a vovó. Eles queriam saber se estava tudo bem e eu dizia que sim.”

Confesso que tinha comprado o livro pela capa, desculpa, mas é impossível não se apaixonar pela delicadeza das cores. Além disso, pensei que a historia teria um gostinho de Segunda Guerra Mundial. Porém, a trama não focou nessa parte, a historia dos personagens se sobressaía. Claro que teve algumas partes nas quais as perseguições aos Judeus foram citadas. Em contrapartida, as tradições judias foram mais exploradas, ainda mais, com a adaptação dos judeus em um novo país.

A trama vai se desenvolvendo do embaralhado de historias das 3 gerações da família judia Ciocler. 1° geração representada por Sucher, um jovem judeu que teve que se aventurar pelas terras tupiniquins. 2° geração, é sobre os filhos de Sucher mais sua esposa Pina, Boris e Jackson. A 3° tem uma narrativa diferenciada por se tratar do ponto de vista do autor, neto de Sucher e filho de Jackson.

“E o programa terminou assim, com aquela carona estampada. Era minha irmã. Desgraçada”

O que mais gostei da historia foi quando chegava na parte da 3° geração e a narrativa ficava em 1° pessoa. Isso porque dava para sentir o carinho do autor com as lembranças de infância, principalmente do seu avô. Mesmo que eu seja de uma época mais recente, ainda me identifiquei com a infância de Caco, acredito que boa parte dos leitores irão. Zeide é um livro sobre família, uma narrativa que não fantasia uma relação familiar harmônica, apenas mostra como é. Altos e baixados, amor e desentediamentos.

Zeide é aquela leitura que começa como quem não quer nada e aos poucos vai mostrando seu potencial. Além disso, o livro se torna especial por se tratar de uma boa homenagem ao avô do autor. Nas paginas finais me peguei pensando nos meus parentes e como de fato eles são especiais para mim.


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19 anos com carinha de 15 e ossos de 80. Vivo me aventurando em historias fantasísticas, na qual uma hora sou uma tributo na outra sou uma mochileira das galaxias. Estudante de Artes Visuais, amo desenhar e escrever, meu sonho de princesa é ser quadrinista ou trabalhar na Pixar. No blog, compartilho minhas paixões por livros, filmes e doramas. O Meio Assimétrica, está repleto de surtos e desabafos sobre meu cotidiano... Convido você a conhecer mais sobre esse cantinho, então se aconchegue ai.

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Ana Letícia, 19 anos nas costas, faço Artes Visuais no IFCE. Geek, Dorameira e Bookaholic, juntei esses três Hobbies para escrever nesse cantinho especial…

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