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  150. Zeide: A Travessia de um Judeu entre nações e gerações
The Battleship Island, uma emocionante batalha por liberdade.

Olá Girafinhas.

Não estava planejando postar esse filme hoje, mas The Battleship Island me encheu de emoção e inspiração, por isso vim correndo trazer essa resenha. Não escondo de ninguém que gosta da história das Coreias, principalmente a tão terrível, Ocupação Japonesa.  O filme foca na escravidão dos coreanos nas minas  de Hashima, tida hoje como ilha fantasma. A trama promete te prender e emocionar, bora conferi ?

Nome: The Battleship Island

Diretor: Ryoo Seung-Wan

País: Coreia do Sul

Ano: 2017

Duração: 2h14min

Gênero: Época, Ação e Drama.

Sinopse: Era colonial japonesa, onde cerca de 400 pessoas coreanas, que foram forçadas a navegar em busca de carvão, tentam escapar. E em meio a isso Lee Kang-Ok (Hwang Jung-Min), um maestro no Kyungsung Hotel, decide ir para o Japão para proteger sua filha.

The Battleship Island, é um filme realístico e não poupa detalhes, ou seja, se for uma pessoa sensível é melhor evitar. Uma das coisas que mais me atraiu, além da história, foi o elenco de peso. Aqui você irá encontrar grandes nomes das produções coreanas, entre eles, está a pequena Kim Soo Ahn que fez marmanjo chorar em Train To Busan. A trama trás vários ângulos, o mais focado foram nos homens mineradores e nas mulheres que além de fazerem os afazeres domésticos eram tratadas como prostitutas. Por incrível que pareça, o roteiro conseguiu amenizar o clima pesado com o carismas dos personagens e a maneira como eles foram aproveitados na trama.

Na era colonial japonesas, cidadãos coreanos de qualquer idade e sexo, foram obrigados a trabalharem na ilha Hashima, em uma especie de escravidão. Em situação desumana, os trabalhadores sofriam humilhações constantes e eram espancados por qualquer motivo. Surge uma esperança, quando Park Moo Young,  soldado infiltrado em meio aos trabalhadores, elabora um plano de fuga.

Começando com cenas forte, mostrou a precariedade do trabalho nas minas e a tentativa de um grupo de jovens em fugir. Depois dessas cenas, somos apresentados ao carismático musico, Lee Kang-Ok e sua talentosa filha, So Hee. Ambos trabalhavam a noite em um grupo musical, porém prevendo o perigo, Kang Ok decide ir para Japão com a filha achando que estaria mais seguro ( Sabe de nada inocente). Na viagem de navio, conhecemos mais personagens, como o Choi Chil Sung, um homem valente e arrogante que batia de frente com os japoneses. Além dele, a única que se igualava em valentia, era a Mal Neyeon, uma personagem  forte e independente.

 

A trama mostra a adaptação deles na nova realidade, assim como, de forma singela a situação do Japão na Guerra.  Em meio as dificuldades, surge a esperança com aparecimento de Moon Young. Ele está em uma missão, na qual precisa matar o traidor que manipula os outros a obedecerem, além de ajudar os escravos a fugirem da ilha.  Moon Young de pouquinho em pouquinho vai conseguindo a confiança dos demais trabalhadores, entre eles Kang Ok, que a todo custo quer proteger sua filha.

Tanto a fotografia quanto a atuação estavam ótimos e críveis ao ponto de nos levar para aquela época. Os personagens foram bem construídos, embora suas origens não foram exploradas, somete a de Moon Young e a de Kang Ok. O roteiro é bem envolvente e nunca havia torcido tanto por personagens como foi em The Battleship Island. Era visível o desejo de liberdade e a força que eles colocaram para consegui-la. Tamanha determinação contamina aqueles que assistirem.

Kang Ok foi de longe o melhor alivio cômico da trama, ele e sua banda em meio a todas dificuldades ainda tinham animo para tocarem nos intervalos. O personagem, tinha um jeito único e divertido, com sua boa lábia, conseguia a “amizade” dos soldados japoneses e isso ajudou na hora de tirar o grupo de uma fria. Sua filha, So Hee, mesmo com pouca idade mostrou maturidade para tentar se adaptar. Os dois tiveram de ficar em funções separadas, mas sempre que conseguiam ficavam juntos, esses momentos entre pai e filha eram cheios de cumplicidade. Kim Soo Ahn mais uma vez conseguiu nos conquistar, agora com uma personagem mais carismática, no entanto, com o mesmo nível de emoção.

Conclusão

The Battleship Island possui ação, drama, historia e um tantinho de romance e comédia. Um filme completo que nos contagia com emoção, ou seja, o que você está esperando para assistir? O roteiro foi bem construído, embora tivesse alguns probleminhas que relevei pelo trabalho ao todo. O final (Feliz) não podia ser mais perfeito, quer dizer podia, mas foi realístico e envolvente. Terminei o filme tentando absorver tudo que assisti e pensei o quanto é triste saber que de fato isso aconteceu. Tantos homens, mulheres, idosos e crianças lutaram pela sua liberdade e quanto acabaram morrendo sem consegui-la. É por essas e outras que admiro a historia de lá e a uso como inspiração.

Nota

Baixe : Aqui

Comentários
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19 anos com carinha de 15 e ossos de 80. Vivo me aventurando em historias fantasísticas, na qual uma hora sou uma tributo na outra sou uma mochileira das galaxias. Estudante de Artes Visuais, amo desenhar e escrever, meu sonho de princesa é ser quadrinista ou trabalhar na Pixar. No blog, compartilho minhas paixões por livros, filmes e doramas. O Meio Assimétrica, está repleto de surtos e desabafos sobre meu cotidiano... Convido você a conhecer mais sobre esse cantinho, então se aconchegue ai.

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22 Comments

Fabio outubro 22, 2017 at 1:02 am

Oi Ana. Tudo bem? Você pode passar o link que vc viu o filme? O do post não está mais funcionando : /

César Rezende setembro 26, 2017 at 2:50 am

Ana, eu realmente vou acatar sua sugestão e te trazer outra que, mas de repente você já conhece: o filme “Flores do Oriente”.
É um filme belo, mas bem forte e triste, que por sua vez conta uma história baseada em fatos reais, da invasão do Japão, só que na China. Esse filme, por sua vez, não tem alívio cômico algum: é só tragédia mesmo. Fiquei bem mal assistindo, mas a longo prazo me abriu os olhos sobre muitas questões, derrubando bastante preconceitos meus sobre haver “países bonzinhos” e “países muito muito maus” nas guerras, quando Guerra é só isso e pronto.

Tô grato demais pela indicação, tá na minha lista!

Abraços!

    Ana Letícia setembro 28, 2017 at 1:54 pm

    Olá Cassar, tudo bem? Não conhecia o filme, Flores do Oriente, mas já estou interessada em assistir. Já que não tem alivio cômico, vou me preparar psicologicamente para conferir (rsrs). Valeu pela a indicação e fico feliz que tenha gostado da minha. Espero que goste do filme quando for assistir.

Yuri S setembro 26, 2017 at 2:24 am

Legal saber que tem filmes que exploram a história na Ásia, eu infelizmente conheço nadinha e seria interessante começar a saber mais sobre. Por enquanto, assisti pouquíssimas produções sul-coreanas (sou mais ligado com o kpop ahaha) mas eu to tentando me atualizar de pouquinho em pouquinho, muita coisa pra assistir 🙁

PS: Eu adorei a Kim Soo Ahn em Train to Busan!
PS 2: Morro de amores com essas girafinhas no blog! ♥

http://www.sextadimensao.com/

    Ana Letícia setembro 28, 2017 at 1:51 pm

    Olá Yuri, a ásia é cheia de histórias bastantes interessantes, por isso acabo tentando me aprofundar mais, principalmente na das Coreias, que foi um povo que lutou muito para chegar aonde chegou.

    PS: Minhas Girafinhas agradecem <3

Tary Belmont setembro 25, 2017 at 9:16 pm

Não assisti muitos filmes orientais na minha vida, muito menos produções coreanas. Tampouco sabia da história da corea e da “treta” com os japoneses. È muito legal ver essas produções naturais dos países que contam a História deles, vou procurar sim para ver, obrigada pela dica!

Bites!

    Ana Letícia setembro 28, 2017 at 1:46 pm

    Olá Tary, infelizmente o conflito entre o Japão e a Coreia é pouco falado nas escolas, porém de vez em quando aparece uma produção narrando o acontecido.Tomara que você goste do filme tanto quanto eu gostei.

Vickawaii setembro 25, 2017 at 3:14 am

Gente, que filme incrível! Para início de conversa que eu gosto muito de filmes asiáticos e raramente eles “chegam” até nós. Segundo que a Segunda Guerra Mundial é um dos períodos da história mais marcantes e mais importantes de estudar (pelo menos eu acho hueiheu) mas, novamente, pouco sabemos sobre como se desenvolveu o conflito no oriente. Esse filme parece ser uma boa experiência/imersão no tema (: E ah, pelo jeito teu lance é com a Coreia, mas posso indicar uma animação FANTÁSTICA sobre o impacto da segunda guerra no Japão? Túmulo dos Vagalumes. É um outro olhar!

Beijos, Vickawaii
http://www.neverland.com.br

    Ana Letícia setembro 28, 2017 at 1:44 pm

    Olá Vick, tudo bem mulher? Concordo com tudo que disse e muito obrigada pela a indicação, Túmulo dos Vagalumes está na minha lista a muito tempo, mas sabe a coragem de assistir? Já me falaram que é muito triste e tento me preparar o coraçãozinho para ver. Agora que estou em uma Bloguagem Coletiva sobre o estúdio, esse será meu escolhido. (rsrs)

Falkner Moreira setembro 25, 2017 at 12:02 am

Toda vez que chego por aqui, tem um tapão na minha cara pra eu conhecer mais produção oriental kkkk fiquei tooodo arrepiado com esse trailer. Parece o tipo de filme que faz o público ser cativado pelos personagens pra depois tirar ele da gente <\3 mesmo assim, tudo indica que vale a pena né? Vamos ver…

    Ana Letícia setembro 28, 2017 at 1:41 pm

    Olá, Falkner, tudo bem?? Espero que eu consiga te levar para as produções orientais (rsrs). Esse filme é exatamente assim, faz a gente se cativar e apega aos personagens para depois … Tomara que você goste quando for assistir.

Roberto Camilotti setembro 23, 2017 at 6:36 pm

Oi, esse filme tem dublado? kkk

Gostei, vou procurar. Também curto filmes coreanos.

    Ana Letícia setembro 28, 2017 at 1:38 pm

    Olá Roberto, o filme acabou de sair na Coreia e por isso no momento só tem legendado. Vale a pena se esforçar e bem legendado, pois o filme é excelente. (rsrs)

Jacke Davis setembro 22, 2017 at 6:56 pm

Não conhecia esse filme e amei pela resenha, aqui em casa sempre assistimos filmes de culturas diferentes e sempre acrescenta muito ❤
Vou assistir esse

    Ana Letícia setembro 28, 2017 at 1:36 pm

    Olá Jacke, tudo bem? Acho muito bacana assistir filmes de culturas diferentes, espero que goste quando for conferi.

Adeiliane Pessoa setembro 22, 2017 at 4:53 pm

oie tudo bem? não conhecia esse filme, mas a historia é bem interessante, com certeza vou assistir. Sucesso,
beijos

    Ana Letícia setembro 28, 2017 at 1:34 pm

    Estou bem e você? Obrigada Adeiliane e espero que goste do filme

Stéfani setembro 22, 2017 at 1:25 am

Me interessei muito pela história, com certeza vou procurar para assistir quando tiver um tempinho!

    Ana Letícia setembro 28, 2017 at 1:33 pm

    Espero que goste Stéfani

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